Sabemos que, pela legislação atual (Lei 14/2015), existe uma "fronteira" rígida nos 250 kVA para técnicos não inscritos na Ordem. No entanto, a atividade de exploração é, por natureza, preeminentemente prática: envolve inspeções, termografias, análises de óleo e testes de proteção.
A ideia: Crescer através do acompanhamento Já existe no seio da Ordem dos Engenheiros o modelo de acompanhamento para membros estagiários ou de primeiro ano, visando consolidar conhecimentos práticos e deontológicos.
E se este modelo fosse alargado aos técnicos experientes? Imaginem um sistema onde o técnico não ficasse limitado a um valor fixo de potência para sempre, mas pudesse progredir através de:
Crescimento Assistido: Programas de acompanhamento certificado entre engenheiros e técnicos seniores em instalações de maior complexidade.
Transferência de Saber: Onde o engenheiro garante a supervisão estratégica e a responsabilidade legal, enquanto o técnico consolida a competência prática específica para altas potências no terreno.
Abilitação pela Experiência: Permitir que técnicos BA4 (instruídos) passem a BA5 (qualificados) para níveis superiores de responsabilidade, não apenas por um título académico antigo, mas por um percurso de formação contínua e prática validada.
Resolver o "Gargalo" da Segurança Com a necessidade de inspeções semestrais em milhares de postos de transformação (PT), valorizar técnicos experientes através deste modelo de parceria poderia permitir uma manutenção preventiva muito mais capilar e eficaz. O engenheiro, por sua vez, ficaria liberto para focar na análise de risco de alto nível e no projeto.
O que pensam desta visão?
Pode a experiência prática certificada ser a chave para modernizar o nosso setor? Gostaria de saber a vossa opinião!

